A Razer é uma empresa californiana especializada em acessórios e eletrônicos gamers, fundada em 1998. Nos últimos anos, vem se afirmando como grande potência do ramo e referência no quesito inovação, sendo considerada uma das gigantes do mercado com cada vez mais produtos de qualidade.

 O produto que vamos analisar hoje é um dos grandes responsáveis pela consolidação da Razer no mercado, trata-se de um mouse que fez muito sucesso entre os jogadores da segunda metade da última década.



Lançado em 2006, o DeathAdder foi o primeiro "mouse ergonômico" da Razer, que hoje tem uma categoria própria. A mais nova criação da empresa à época foi acolhida com bastante entusiasmo pelos gamers de todo mundo, especialmente pelos apaixonados por jogos do tipo FPS (jogos de tiro em primeira pessoa). Isso por que a qualidade do acabamento, o conforto proporcionado pelo design ergonômico do acessório e a excelente precisão de seus sensores, fizeram com que muitos gamers o preferissem, com a intenção de tomar algum tipo de vantagem sobre seus adversários.

O resultado disso tudo foi uma boa vendagem do produto e, consequentemente, uma ascensão da Razer no mercado, não só por causa do DeathAdder, mas com boa parte de sua ajuda. Por esta razão, 5 anos mais tarde, a Razer resolveu lançar uma versão mais atualizada de seu grande sucesso, com polling rate e DPI maiores em seus novos sensores.

Veja nas páginas a seguir no que o DeathRazer mudou, e se ainda tem potencial para continuar fazendo sucesso em sua segunda geração.

Especificações Técnicas:

  •     Precisão de 3500dpi e sensor infravermellho de 3.5G
  •     Design ergonômico para a mão direita
  •     1000Hz Ultrapolling / resposta de 1ms
  •     Cinco independentes e programáveis botões com hiper-resposta
  •     Ajuste de sensibilidade On-The-Fly
  •     Modo Always-On
  •     Botões de clique ultra grandes
  •     16-bit ultra-wide data path
  •     60–120 polegadas por segundo e 15g  de acceleração
  •    Acústica zero de deslizamento
  •    Conector USB banhado a ouro
  •     Cabo leve e em material anti-emaranhamento
  •    Tamanho aproximado : 127 mm / 5.00” (comprimento) x 70 mm / 2.76” (largura) x 44 mm / 1.73” (altura)
  •     Peso aproximado: 148 g / 0.33 lbs
  • Requerimentos de sistema
  •     PC / Mac com porta USB
  •     Windows® 7 / Windows Vista® / Windows® XP or Mac OS X (v10.4 e acima)
  •     Conexão com a internet (para instalação dos drivers)
  •     Pelo menos 35MB de espaço livre no HD

Design, Ergonomia e Funcionalidades
Você deve estar se perguntando:  mas o que tem de tão maravilhoso no design deste mouse? Aliás, que diabos é um design ergonômico?
Não? você não estava se perguntando isso? Tá bom, mas explicamos assim mesmo.

De maneira muito resumida, o design de um produto compreende o resultado dos processos de decisões pré-produção sobre suas tantas variáveis (tamanho, cor, peso, funcionalidade, aplicabilidade e muitas outras), para isso, sendo analisados inúmeros aspectos para que se chegue a cada uma destas decisões, como custos de produção, beleza, durabilidade, sustentabilidade, e até a tal da ergonomia. A ergonomia, também de forma sucinta, diz respeito à interação de quaisquer elementos de um sistema com o ser-humano, também levando em consideração diversos aspectos para sua conclusão, como segurança, conforto, usabilidade, saúde do usuário, enfim. Um design ergonômico, em tese, é referente a aquele produto que teve, em seu processo de produção, um cuidado específico com a relação que o ser humano terá com ele, considerando tudo aquilo que foi conseguido associar ao uso do tal objeto e suas sensações e consequências, sejam elas positivas ou negativas.


E aí você pergunta, ou não, mas o que o DeathAdder tem de tão especial?
Aparententemente nada. Mas você não imagina o quanto de tempo, e dinheiro, foi gasto para analisar o melhor material para fazê-lo, o peso, a altura, as curvas, a empunhadura, enfim. Tudo foi estudado milimetricamente para não trazer nenhum tipo de lesão e para aumentar o conforto de quem o utilizasse, e assim por diante. Em se tratando de um produto voltado a gamers, esta preocupação deve ter sido ainda maior, uma vez que se compreende que o objeto em questão seria utilizado por horas a fio (sem trocadilho), o que poderia trazer problemas graves, como a famosa L.E.R. (lesão por esforço repetitivo), por exemplo.



O DeathAdder não tem mesmo nada de especial à vista. Mas talvez, para este tipo de produto, quanto menos perceptível ele for, melhor. Ou seja, quanto menos ele te fizer notar que está usando-o, significa que estará cumprindo seu papel, que é realizar seu serviço com eficiência e sem incomodá-lo, te deixando prestar atenção naquilo que realmente importa, que são seus afazeres - mesmo que seja jogar. É mais ou menos como usar um relógio: se ele é eficiente e confortável, não ficará te lembrando a toda hora que está vestindo-o. De outra forma, se estiver apertado, frouxo demais ou não funcionar, você estará sempre com ele na cabeça, te chamando a atenção.

E é isso que ele faz. Funciona perfeitamente, e não te faz reclamar do uso, cansaço ou qualquer coisa do tipo. Ele não é pequeno para te fazer pegá-lo com a mão em forma de garra, mas também não é grande o suficiente para ser pesado ou desconfortável.

Até o fato de as funcionalidades do DeathAdder serem "limitadas", referente ao pouco número de botões macro, é algo que contribui para esta ergonomia. Uma vez que não te faz se preocupar com a posição de seus dedos (em relacão à distância de alguns botões que você terá que alcançar). Ou o contrário, ter de se preocupar em não apertá-los sem querer. Eu diria que o DeathAdder é simples e eficiente. Nada de frescuras extras. E Talvez seja esse o principal motivo de seu grande sucesso 5 anos atrás. Pelo bem de todos, parece que a Razer também entendeu isso e não modificou em nada estes quesitos. Ele continua praticamente igual ao modelo anterior, só que com design e sensores aprimorados. Veja abaixo a diferença entre as duas gerações do DeathAdder.



No que diz respeito à beleza e ao acabamento, você nem precisa se preocupar, o DeathAdder é um exemplo de soluções simples, que deixam um produto com cara de bem feito, bonito e robusto, sem ser necessariamente espalhafatoso. Seu corpo traz cinco botões, todos em preto, com exceção do scroll, branco, que é retroiluminado por LED azuis. Na parte posterior central, há um símbolo da Razer também retroiluminado. A parte superior do mouse utiliza um acabamento fosco, com os botões de clique esquerdo e direito longos - daqueles que não têm fim -  já as laterais e a parte de baixo são no estilo black piano. Uma pena ele não ser emborrachado nas laterais, seria perfeito.


Software e Configurações
Além dos botões de clique e o scroll central, mais dois botões macro completam a estrutura do DeathAdder. A princípio, esses dois botões vêm programados para "avançar" e "voltar", mas são perfeitamente substituíveis por meio do software, assim como o scroll, que já vem programado para subir e descer as barras de rolagem.

 Por falar no Software, ele não será necessário caso você não sinta a necessidade de mudar as funções macro ou ajustar a sensibilidade, velocidade de clique, movimentação, polling rate, DPI e etc. Neste caso, apenas plugar o cabo USB já será suficiente para utilizá-lo perfeitamente. Em todo o caso, o software da Razer é simples e bem intuitivo, nada de complicações.

Pelo bem ou pelo mal, essas são as únicas funções do DeathAdder, mas lembre-se que é este o seu propósito: ser um mouse simples e eficiente.

Mas não pense que, por isso, ele é um daqueles mouses comuns, que você encontra em qualquer lugar a preço de banana. Embora não seja rebuscado, o DeathAdder ainda assim é um acessório voltado ao público gamer. Para tanto, e este foi o grande motivo do lançamento de sua segunda geração, ele traz um DPI relativamente alto (3500), o que faz uma tremenda diferença na jogatina.

Para quem não sabe, DPI (Dots Per Inch) é uma espécie de medida de densidade relacionada à composição de imagens e da precisão da movimentação que, no caso do mouse, ele pode ter. A parte mais complicada da explicação vai dizer que o DPI expressa o número de pixels individuais que existem em uma polegada linear na superfície onde a imagem é apresentada. Mas se você não tem a intenção de ser expert no assunto, saber que quanto mais alta a DPI mais rápido e preciso seu mouse será, já deve ser suficiente. O que será muito útil na precisão e na rapidez que você consegue mirar no seu inimigo em jogos FPS, por exemplo. Um alto "Dots Per Inch" evita aqueles travamentos na imagem do mouse quanto o movimento é muito brusco, assim, você não perde a noção exata de onde ele está e de quanto falta para atingir seu objetivo.

Claro que isso só vai ser notado em usos que necessitam de uma precisão bem calibrada, como jogos ou ferramentas de edição de imagens, por exemplo. Mas se seu caso é usar um mouse qualquer, apenas para tarefas cotidianas, talvez esta não seja a melhor de suas opções. Entenda na conclusão sobre o produto, na página seguinte.

Conclusão
Quando recebi o DeathAdder para analisar, a princípio não entendi o porquê de tanto sucesso. Ele me parecia muito simples e muito convencional à primeira vista. E sabe o que eu descobri pouco tempo depois? Nada. Eu apenas entendi.

Ele é realmente simples, sem um milhão de botões e funções extras ou outras frescuras dispensáveis. O grande mérito do DeathAdder não é ter algo de especial. É simplesmente não ter. Não ter defeitos. E não dá para dizer que o preço é um, porque isto não é defeito do produto, mas sim, e se for, de estratégia de venda da empresa.


Por não ter nada em exagero, tudo aquilo a que a Razer se propôs, conseguiu cumprir com perfeição. E se você acha que estamos puxando a sardinha pro lado deles, é só dar uma pesquisada por aí em outras reviews do mesmo produto.

A única coisa que gera algumas ressalvas, como comentei acima, é seu preço, mas para isso há tem três razões claras: a primeira é porque embora ele não tenha muitas funcionalidades ou botões extras, ele tem um DPI de 3500. E é difícil achar um destes por menos de 30 dólares. A segunda razão, é claro, é porque estamos no Brasil e seu preço aqui quadriplica o valor em dólar, que lá , na terra do Tio Sam, não é um preço inaceitável para acessórios gamers. E a segunda, é justamente por causa da hype em torno dele, uma vez que já é um produto consagrado, em sua segunda geração e muito bem avalaido pela crítica, além da Razer ser a referência neste segmento no mercado. É mais ou menos como comparar um carro chinês com um de empresas já consagradas como Volkswagen ou Ford, mesmo o chinês trazendo mais acessórios e ser mais barato, a marca influenciará no quesito confiabilidade, segurança, preço de revenda, enfim. Quem compra um mouse Razer, sabe que está pagando mais caro pelo nome da empresa que o desenvolveu, mas por outro lado tem a certeza de que leva um produto bom e confiável.

Você pode até justificar que, por ser um acessório voltado justamente para o público gamer, ele deveria ter mais funções, mais botões e etc. Mas leve em consideração que há apaixonados por games, que jogam todo dia, e que não usam mais do que os botões já convencionados dos mouses. Para eles, esta é uma excelente pedida. Se você precisa de coisas extras, procure algo mais encorpado e, talvez, mais caro.

É claro que para o público em geral, que não se considera entusiasta, ou não se importa tanto com beleza, design ou qual a potência dos sensores do mouse, é muito mais fácil, e barato, pegar o primeiro mouse da Clone que você achar no supermercado mais próximo.


PRÓS
  • Design Ergonômico
  • Bonito
  • Excelente acabamento
  • É um DeathAdder (!)
  • Cabo com material que evita emaranhamentos
  • Contato USB revestido em ouro
CONTRAS
  • O preço talvez assuste...
  • Há quem prefira mouses com botões macro e mais funcionalidades