O mercado de tablets é muito novo. Mas com pouco mais de um ano de vida, após a apresentação do iPad em janeiro de 2010, já ficou claro que é preciso inovar. A alternativa ao iOS, o Android, começou nesse segmento meio desengonçado, com tablets pequenos e um sistema mal adaptado. Depois, o Google trouxe o Honeycomb, uma versão totalmente dedicada aos gadgets de telas maiores, o que impulsionou o robozinho no ramo.

Mesmo assim, pouca coisa mudou em relação ao pioneiro da Apple. A gigante de Cupertino, inclusive, chegou a conseguir impedir as vendas do Galaxy Tab 10.1 na Europa, já que o aparelho é parecido demais com o iPad. O Motorola Xoom também anda ameaçado, mas seu lançamento não foi tão positivo: o sistema, ainda na versão 3.0, estava incompleto e o equipamento sequer veio com compatibilidade com cartão SD e conexão 3G de fábrica.
Aí apareceu a Asus com algo finalmente arrebatador: um tablet com a capacidade de encaixar-se em um teclado. Um verdadeiro Transformer!  



Capaz de agradar a quem preza pela mobilidade, com leveza e portabilidade, e também aos que não dispensam um bom teclado físico para o máximo em produtividade, o Eee Pad Transformer inova não só pela sua capacidade de “transformação” exclusiva, como no design arrojado e em uma excelente experiência de uso do Honeycomb. É o amadurecimento do robô nos tablets.

Como reflexo do sucesso, o equipamento rapidamente esgotou nas lojas dos Estados Unidos, onde é vendido a US$400. No início de agosto, a novidade chegou ao Brasil, a um preço sugerido de R$1.499 sem teclado e R$1.899 com o acessório incluso. Será que vale a pena? Confira a seguir as nossas impressões!

 

Vídeo-review, especificações e conteúdo da embalagem

Especificações do tablet
Tamanho: 27,1 x 17,1 x 1,3cm
Peso: 680g
Tipo de bateria: Li-Polymer 24.4 Wh
Processador: NVIDIA Tegra 2 dual-core de 1GHz
Memória RAM: 1GB
Cores disponíveis: preto
Tamanho do display: 10.1 polegadas
Resolução: WXVGA (1280x800 pixels)
Resolução da câmera traseira: 5 megapixels
Flash: Não
Gravação de vídeo: Sim (720p @30fps)
Resolução da câmera frontal: 1.2 megapixels
Sistema operacional: Android 3.1 (Honeycomb)
Memória interna: 16GB, expansíveis em mais 32GB via cartão MicroSD
3G: Opcional
Wi-fi: Sim
GPS: Sim
Bluetooth: Sim
USB: Não
HDMI: Sim (mini-HDMI)
Leitor de cartão: Sim (Micro SD)

Especificações do teclado

Bateria: 24.4W
Touchpad: Sim
USB: Sim (2x)
Leitor de cartão: Sim (MMC/SD/SDHC)


Conteúdo da embalagem
Tablet
Adaptador
Cabo de alimentação
Manual
Cartão de Garantia

 

Design e tela

O Eee Pad Transformer, entre os tablets Android que nós conhecemos, é o que tem o visual mais diferente e autêntico. Mesmo com suas especificações parrudas, é um equipamento fino e leve, com a mesma espessura da primeira geração do iPad e do Xoom. Mesmo um pouco mais grosso e pesado do que o iPad 2, o tablet da Asus pesa 50g a menos que o portátil da Motorola, o que representa, na prática, uma diferença bem significativa.

O que ajuda muito no conforto ao utilizar o Transformer é a sua ergonomia. Ele tem uma leve curvatura, que dá a impressão de ser mais fino nas bordas e “gordinho” no centro, o que facilita bastante o encaixe das mãos e dá uma ótima sensação de segurança. Essa impressão fica reforçada com o padrão da traseira do aparelho, com uma textura que não só serve de decoração, mas funciona como uma superfície aderente.



Esse design da traseira, que continua até uma pequena porção da parte frontal, nas bordas, e a coloração grafite levemente puxada para o marrom são os aspectos que tornam o Transformer facilmente identificável perto de outros Androids. Ele não tem a pretensão de seguir os trilhos do iPad e apostar no sucesso certo, mas ousa com um visual diferente e com identidade própria. Nesse aspecto, não há do que reclamar: a Asus está de parabéns por apostar em um design diferente para o tablet.



O design segue a tendência minimalista: sem botões na parte frontal, há apenas a câmera e o logotipo da Asus no mesmo tom grafite da traseira. contrastando pouco com a borda preta. Na lateral esquerda, fica o botão liga/desliga e os controles de volume. Já à direita fica o plug para fones de ouvido, a porta mini-HDMI e a entrada para cartão MicroSD.  A última conexão que resta fica na parte inferior, serve para ligar o tablet ao dock-teclado e ao PC.



O acessório, aliás, também é muito bonito. Segue o mesmo padrão de cor do tablet e é muito bem construído. Tem também quase o mesmo peso do tablet, já que também inclui uma bateria extra.

As teclas são no estilo “chiclete” e têm um ótimo tamanho e disposição, superior à média dos netbooks. Ainda acompanha um touchpad com um botão e teclas de atalho para as funções do Android, como voltar para a home, abrir o menu de opções, regular brilho da tela, capturar fotos, ativar/desativar Wi-Fi e Bluetooth e iniciar o navegador, por exemplo. Vale lembrar que, ao contrário do que recebemos para review, a versão brasileira do equipamento trará o teclado brasileiro no padrão ABNT.



O mais legal é que o teclado traz ainda mais alguns recursos para o Transformer e é por isso que dá pra dizer que o aparelho vira um netbook. O dock inclui uma entrada extra para cartões de memória, compatível com mais formatos (MMC/SD/SDHC) e duas USB 2.0 comuns. Isso significa que você pode desde plugar um mouse até um joystick ou pendrive no Transformer. As portas USB, felizmente, ficam cobertas por uma tampinha, prevenindo o acúmulo de poeira. É uma pena que o tablet não contenha nenhuma proteção para o conector para o dock, que requer um cuidado bem especial.



A tela do tablet utiliza a tecnologia IPS, a mesma do iPad, o que se traduz em uma qualidade de imagem excelente, com ótima nitidez e um ângulo de visualização de 178 graus. Ou seja, dificilmente você vai se atrapalhar se não estiver exatamente na frente do equipamento: as imagens estarão sempre claras e visíveis. No sol, o portátil também se comporta bem, basta ajustar um pouco o brilho para conseguir utilizá-lo adequadamente.



O problema é que o display não é oleofóbico. Em pouco tempo, a tela fica repleta de marcas de dedos, que se acumulam mais facilmente do que no iPad e são mais difíceis de limpar, assim como ocorre no Motorola Xoom. No mais, a tela responde muito bem aos comandos, mas ainda é menos aderente que a do Galaxy Tab de 7 polegadas. É, digamos, um pouco mais “escorregadia”.

A vantagem é que o display usa a tecnologia Gorilla Glass o que, em conjunto com a ótima construção do tablet, oferece um nível de proteção bastante satisfatório. A própria Asus demonstrou a resistência da tela, submetendo o tablet a torturas que poucos teriam coragem de tentar em seus próprios aparelhos.

 

Fazendo jus ao nome

Não vamos falar muito do Honeycomb aqui. As novidades do sistema você pode conferir na review do Xoom, em que explicamos algumas das principais diferenças em relação ao Android dos smartphones. O foco aqui é o grande diferencial do equipamento da Asus: a capacidade de se transformar em um netbook.

Para isso, basta encaixar o dock (opcional) no conector inferior do tablet. É um procedimento que dá um pouco de medo e é preciso um pouco de cuidado para não forçar o encaixe no lugar errado. Fora isso, é fácil e rápido e, no momento em que a transformação está completa, uma travinha na “dobra” entre a tela e o teclado é acionada.



É aí que a mágica começa a acontecer (quem disse que sôo iPad é mágico... né, Steve Jobs?). Não se trata de uma “gambiarra” ou um simples teclado Bluetooth, mas sim um acessório completo, com todas as letras e números, bem como um touchpad com um botão e atalhos especiais para a plataforma Android no topo. E a surpresa é que, ao dar um clique com o touchpad, surge na tela do Transformer uma setinha. Assim, você pode optar entre usar o toque dos dedos no display ou o touchpad como em um notebook comum.

E ambas as experiências são agradabilíssimas. O touchpad consegue ser superior à média dos netbooks, com um tamanho suficientemente confortável para uma boa navegação. Além disso, tem uns bons atalhos multitouch, o que facilita muito o trabalho. Por exemplo, para rolar uma tela para baixo, basta realizar o movimento com dois dedos, sem a necessidade de clicar no botão. A rolagem é muito suave e responde prontamente, sem frustração alguma.

Navegar pela web se torna até melhor do que em um netbook, já que o desempenho do Android é superior ao de um Windows 7 Starter Edition, por exemplo, rodando nos pequenos portáteis. Além disso, a resolução da tela também é melhor, facilitando o trabalho com documentos, planilhas, apresentações e edição de imagens (com o Photoshop Express, por exemplo), através de apps especialmente adaptados para esse tipo de tela.



Sabe do que mais? Se você não gosta nem da touchscreen e nem do trackpad, não tem problema: basta conectar um mouse em uma das duas portas USB do Transformer. O único probleminha é abrir a tampa (que, no caso, é o tablet): a estrutura do Transformer não é tão maleável quanto a dos netbooks comuns, e é preciso um pouco mais de esforço. Além disso, não há nenhuma ranhura ou qualquer outro recurso que facilite o encaixar dos dedos para levantar a tela.

De qualquer forma, quem olha sem conhecer, dificilmente dirá que o Transformer devidamente montado é um tablet com um teclado encaixado. O equipamento fica mesmo igualzinho a um netbook – e eu diria, até, mais bonito e funcional.



 

Câmeras e multimídia

A utilidade de uma câmera traseira em um tablet é discutível. Ainda mais quando é de baixa qualidade. É o caso do Transformer.

As fotos ficaram inferiores às do Motorola Xoom, que, assim como o portátil da Asus, também tem uma câmera de 5 megapixels. Aqui dentro da redação, com luz branca forte, o resultado foi decepcionante mesmo com objetos próximos. O nível de detalhe é baixo, várias coisas viram "borrões" e há muito ruído.

As coisas melhoram um pouco em ambientes externos, mas ainda assim aparecem muitos borrões, prejudicando a nitidez. Nesse aspecto, aliás, a câmera frontal parece levar a melhor.


Para piorar a situação, a câmera do Transformer simplesmente não tem flash. Nesse quesito, a Motorola ganha sem dúvidas, com seu flash LED duplo, que ajuda bastante em ambientes escuros.

A gravação de vídeos também não empolga muito. Não adianta anunciar uma câmera capaz de capturar vídeos em HD (720p) se a qualidade final é medíocre. Mais uma vez, há ruído e borrões. A fluidez também deixa a desejar.


Não há muito o que falar da reprodução musical, que segue o padrão dos demais Androids. O Transformer tem bons alto-falantes, com sistema de som SRS, e um plug para microfones e fones de ouvido 3.5mm. Ainda há a possibilidade de armazenar arquivos na nuvem e ouvir por streaming.

O tablet da Asus dá um show na hora de rodar vídeos. Mas é importante prestar atenção em um detalhe: o player padrão do Honeycomb não é a melhor escolha. Arquivos em FullHD e HD rodam muito mais suavemente com algumas soluções alternativas no market, sendo que, inclusive, algumas permitem escolher entre aceleração por hardware ou por software. Claro que optar pela primeira alternativa vai gerar um resultado muito mais agradável.

Para finalizar, ainda dá para usar o Transformer como um computador de mesa. Claro, ele não vai oferecer a mesma experiência, mas quebra um galho se você precisa usar uma tela maior: é só ligar o tablet no monitor ou TV através da saída mini-HDMI. Felizmente, essa porta fica no próprio tablet e não no dock, o que permite ligá-lo mesmo sem o teclado acoplado. Assim, fica melhor digitar documentos, por exemplo, assistir a filmes e navegar na web.


Quem planeja adquirir o Transformer para utilizá-lo como um "faz tudo", porém, pode se decepcionar. A performance do equipamento, mesmo com o dock acoplado, quando conectado à TV deixa muito a desejar. A resolução apresenta alguns problemas, "comendo" boa parte das bordas da tela. E o delay na digitação pode irritar um bocado. Mas, mesmo assim, serve bem para fazer umas edições rápidas em uma suíte de escritório.



Mas, é claro, dá para jogar também! E nisso o Transformer se sai muito, muito bem mesmo, tanto no próprio tablet quanto ligado à televisão. O poderio gráfico do Tegra 2 mostra tudo a que veio em uma tela FullHD e, ligando um joystick na USB, a jogabilidade não fica devendo em nada aos videogames. A imagem roda com alguns pequenos delays, mas, ao contrário do que ocorre na digitação, são praticamente imperceptíveis. Na prática mesmo, durante a jogatina, você dificilmente irá se incomodar com isso.

 

Sistema atualizado e bônus da Asus

O Transformer já vem de fábrica com o Android 3.1 e logo será atualizado para o 3.2. Isso significa que, ao contrário do Xoom, os early adopters do equipamento da Asus já terão um aparelho completamente funcional e com alguns recursos muito interessantes.

Uma das novidades é a compatibilidade com dispositivos USB. Isso é útil, como já comentamos, para plugar um mouse ou joystick no dock. Pena que nem todos os games funcionam com um gamepad (e nem todos os modelos de controle funcionam totalmente também, então é preciso ficar ligado), o que nos faz questionar se as produtoras de games disponibilizarão títulos adaptados (tanto para joysticks externos quanto para o teclado), como fazem com o smartphone Xperia Play. Essas USBs, aliás também servem para conectar pendrives, que podem ser acessados pelo mesmo gerenciador de arquivos utilizado para visualizar o conteúdo da memória interna e do cartão MicroSD.


O desempenho do Flash melhorou muito, recebendo aceleração por hardware. Nos primeiros Honeycombs, com a versão 3.0, a navegação era travada e o desempenho do tablet caía muito com animações em Flash. Agora, a experiência está bem mais aprimorada.

Outras novidades da versão 3.1 incluem widgets redimensionáveis e uma melhoria na multitarefa: antes, a barra de multitarefa tinha um limite de cinco apps abertos. Agora, o usuário pode rolar a barra para cima e para baixo, alternando entre até 16 aplicativos. Ainda não dá para fechá-los de uma maneira rápida como no iPad (onde basta segurar um pouco a tela e tocar no botão "x"). O jeito é usar algum "task killer".

A Asus incluiu alguns diferenciais exclusivos no seu tablet, como alguns widgets. O de clima e e-mails é muito bonito e dá um ar especial à homescreen do Honeycomb. Não é nada que outro app, baixado do Market, não possa fazer, mas mostra o esmero da companhia ao desenvolver uma solução nativa no aparelho, que funciona de modo simples, fácil e sem prejudicar o desempenho do sistema.

Outro widget da Asus é o MyZine. Esse, por sua vez, não é indispensável, mas deixa seu tablet mais personalizado. Ele exibe as últimas fotos que você tirou, e outros detalhes, como músicas ouvidas e número de mensagens recebidas.


Por fim, a Asus oferece alguns serviços, que também tornam o Transformer um tablet diferente dos outros. O MyNet, por exemplo, é um recurso que ajuda a gerenciar redes DLNA. Com ele, você pode reproduzir músicas, vídeos e fotos de outro dispositivo DLNA, ou seja, sem o uso de fios. Basta configurar o "servidor" e o "receptor" e pronto. Vale lembrar que nem todos os formatos e codecs são aceitos, o que pode chegar a travar o tablet. Alguns vídeos ainda rodam com engasgos.



O MyLibrary, por sua vez, cataloga livros e jornais adquiridos na livraria virtual. O tablet veio com algumas amostras, como a Folha de S Paulo e publicações internacionais, como o China Daily. A navegação é eficiente, é possível ler o jornal como um todo, de modo parecido ao tradicional, alternando entre as páginas. Ou clicar, nas próprias páginas, nos títulos de interesse e visualizar uma tela dedicada ao texto em questão, com layout simples, como uma página web. O famigerado "pinch-to-zoom" também funciona, e dá para acompanhar o índice e ir direto para a página desejada.



Por fim, o Transformer conta com o MyCloud, serviço de armazenamento na nuvem. A funcionalidade é especialmente útil levando em conta que os tablets possuem uma capacidade de armazenamento ainda bem inferior à dos PCs. Assim, é possível sincronizar arquivos com a web e acessá-los a partir de qualquer máquina, através do site https://www.asuswebstorage.com/.

Dentro desse app, está incluso o MyDesktop, uma solução de virtualização. Ele permite que o usuário controle um PC através da tela do tablet, sem o uso de fios. Dependendo da resolução do display do desktop, porém, podem surgir problemas na hora de visualizar a tela no portátil, que acaba "comendo" algumas partes. No nosso caso, um bom pedaço da parte superior sumiu. A vantagem é que dá pra usar vários gestos multitouch para controlar a tela, facilitando bastante o serviço. Foi uma boa adaptação da Asus, que pensou emuma forma de não obrigar o usuário a utilizar a touchscreen em uma interface que não foi pensada para isso.


Ao fazer o registro no MyCloud, a Asus oferece 2GB gratuitos. Para adquirir espaço ilimitado e outras funcionalidades, o usuário pode atualizar o serviço mediante uma taxa a partir de US$8,99 por três meses. Todos os preços para cada plano podem ser conferidos diretamente no site do serviço.

 

Conclusão

Pode-se dizer que o Eee Pad Transformer é o primeiro tablet, depois do iPad, a realmente trazer um bom diferencial que justifique a compra. E, é claro, com o Android 3.1 de fábrica e a expectativa de receber o 3.2 em breve (provavelmente setembro), o aparelho oferece uma experiência bem mais fluida e amadurecida em relação aos primeiros tablets baseados em Android.

O dock é um acessório espetacular. E é vendido separadamente, o que dá uma série de possibilidade para o consumidor. Ele pode simplesmente não ter interesse no teclado, ou economizar na primeira compra e deixar para adquirir o acessório depois. Sozinho, o tablet sai por R$1.499, preço competitivo para rivalizar com o iPad. Já há, inclusive, lojas vendendo o portátil a R$1.399. No kit que inclui o dock, tudo sai por R$1.899.

O produto é altamente recomendável para quem anda pensando em comprar um netbook. Claro, netbooks são mais baratos. Mas o Transformer une, praticamente, dois equipamentos em um só. A mobilidade possibilitada pelo tablet, bem como sua capacidade de processamento graças ao Tegra 2, por si só, já justificam a compra.

A possibilidade de encaixá-lo no teclado para aprimorar a produtividade é o argumento decisivo, já que o resultado final acaba ficando superior à média dos netbooks. Levando em conta que um teclado para o iPad custa R$259 e traz somente as teclas básicas, sem touchpad nem portas USB e novos recursos, pagar R$399 no dock do Transformer com suas duas USBs e leitor de cartões mostra-se uma opção muito tentadora e de ótimo custo/benefício.

No entanto, o Transformer não substitui um notebook. Quem procura uma experiência mais completa, com configurações mais robustas, deve pensar no portátil da Asus como um equipamento secundário.


AVALIAÇÃO:

Design

9.5

Funcionalidades

9.5

Performance e autonomia

9.0

Usabilidade

8.5

Preço

9.0

Nota final

PRÓS
  • Design diferenciado
  • Dock opcional com teclado completo, atalhos para o Android, touchpad e portas USB
  • Ótima reprodução de vídeos em HD, especialmente se ligado a uma TV via HDMI
  • Compatibilidade com DLNA
  • Até 16 horas de autonomia com a bateria extra do dock
CONTRAS
  • Baixa qualidade da câmera traseira
  • Engasgos na navegação quando ligado à TV via HDMI
  • Sofre com a ainda baixa oferta de apps adaptados para o Honeycomb