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CASE Externo 2.5 para HD

CASE Externo 2.5 para HD

13/04/2011 16:35 | | @Adrenaline | Reportar erro

13/04/2011 16:35 | | @Adrenaline | Reportar erro





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Em fevereiro de 2011 fiz uma viagem aos Estados Unidos, e como todo bom brasileiro que se preze, aproveitei e comprei alguns produtos que lá custam muito menos do que aqui, aliás, praticamente todo produto eletrônico custa menos lá.

Um dos produtos que comprei foi um HD Externo. Agora o caso que motivou esse artigo começa quando o vendedor da loja onde comprei foi um “sacana” (falo o porquê mais tarde), já que disse não ter modelo acima de 500GB da Western Digital, marca de minha preferência. Dessa forma, a loja tinha diponível duas outras marcas com modelos de 750GB na prateleira, Toshiba e Seagate. Como já conhecia uma pessoa com um modelo da Toshiba, resolvi comprar ele.

Até ai tudo bem. Saí da loja e voltei pro hotel. Quando acessei meus emails vi que tinha aquela "encomenda básica", com um conhecido pedindo se eu conseguiria trazer um HD Externo. O que eu faço? No dia seguinte retorno na mesma loja e vou direto na prateleira pegar mas, na grande variedade de produtos que nos deixam com água na boca a fim de jogar tudo para dentro do cesto de compra, sigo alguns metros e vejo uma prateleira com uma grade frontal, um tipo de depósito na frente dos clientes. Ao olhar entre a grade o que tem ali? Sim, HDs externos da Western Digital, e adivinhem? Tinha modelo de 1TB, justamente o que eu queria. Mas não acaba por ai, o melhor de tudo é que o HD de 1TB da Western Digital custava o mesmo valor de um de 750GB de Toshiba, então imagine minha revolta com o vendedor de sacana, afinal o figura não poderia ter me oferecido um maior pelo mesmo preço, ao menos me dar a opção de escolher? A conclusão é: ou ele favorece a venda de uma marca, ou é um p*** sacana, ou quem sabe não gosta de brasileiros e não foi com a minha cara.

Bom, pensou que a história acabou? Não, agora vem o real motivo do artigo, tirando o vendedor que me empurrou um produto da marca que ele queria, mais caro do que um de minha preferência que a principio não existia, mesmo estando lá “escondidinho”. Depois de tudo isto, chego ao Brasil, abro a embalagem e mais uma surpresa: os conectores do cabo USB integrados ao case estão com defeito, com pinos amassados, causando mal contato com o cabo e consequentemente não funcionam, tirando duas oportunidades em que o computador conseguiu detectar. Abaixo uma imagem mostrando tal defeito.


Diante de tudo isso lá vou eu entrar em contato com a Toshiba do Brasil para ver se consigo resolver. Para minha surpresa, após acessar o site oficial da empresa e entrar em contato com o canal de atendimento ao cliente, eles não tem suporte a “acessórios” de informática no país, apenas notebooks. Ou seja? Em uma única palavra, MIFU. Sabe o que é melhor de tudo? A Western Digital tem suporte e teria resolvido facilmente, falo isso por experiência própria. Que beleza, não?

Bom, diante dessa historia, ainda tinha que resolver o meu problema, e para isso resolvi escrever esse artigo, mostrando algumas soluções para quem tem algum defeito parecido com um HD Externo, na verdade qualquer problema com o CASE (parte externa que protege o o HD tamanho 2.5) do HD Externo, no meu caso, associado ao conector do cabo USB.

No mercado existe uma grande diversidade de produtos, dos mais variados designs, tamanhos e formatos de conexão, desde modelos com necessidade de alimentador de energia, outros com cabo USB duplo fazendo essa alimentação, modelos mais recentes semelhantes a cases originais onde existe apenas um cabo USB que faz tudo (os ideais), outros com conexões e-Sata, mais rápidos do que as padrões USB 2.0, e modelos já com USB 3.0.

Abrindo o CASE original
Começamos o artigo mostrando o CASE original e o que tem dentro dele, nada mais do que um HD tamanho padrão 2.5, muito utilizado em notebooks e sistemas compactos, como alguns modelos de HTPC baseado na plataforma Intel Atom, por exemplo.

Diferente de CASES vendidos separadamente, os CASES de HDs externos oficiais de marcas como WD, Toshiba, Seagate e etc, dão a sensação de que o HD está mais fixo internamente, transmitindo maior segurança, sugerindo que dentro temos algo sólido, da mesma forma na parte externa, praticamente não conseguimos ver por onde é possível abrir o case, mas da! Não coloco minha mão no fogo por todos os produtos, mas no meu caso, não tinha mais nada a perder e não tive o cuidado de evitar que estragasse o case original.

Abaixo algumas fotos do case original, incluindo fotos com o problema, destacando novamente, que veio assim mesmo sendo um produto novo. Reparem na imagem maior onde circulei os conectores com defeito, que acabavam não fazendo o contato correto com o cabo USB e dessa forma impossibilitasse ser "descoberto" pelo hardware da outra ponta.


Alguns Cases 2.5
Para o artigo utilizamos três opções de cases para HDs tamanho 2.5. A ideia não era mostrar diversos modelos, mas sim opções com conceitos diferentes.

Os modelos utilizados foram: Extream Black Box, Mtek DragonEye e Spire MiniPOD USB 3.0.


Extream Black Box
Em minha opinião o modelo menos atrativo dos três utilizados, já que necessita de dois cabos, um para dados e outro para alimentação de energia, ambos baseados em conexão USB, menos mal, afinal a alimentação é através da via rede elétrica em alguns modelos. Para fazer a instalação do HD é necessário uma chave philips pequena, que acompanha o produto.


Mtek DragonEye
Um dos modelos que destaco é o DragonEye da Mtek, por dois motivos: primeiro porque necessita apenas de um cabo USB, que faz a alimentação e transferência dos dados, assim como a maioria dos cases originais hoje em dia. Outra porque é bem prático para abrir, apesar de ser bem encaixado, não necessita de chave philips.

O DragonEye também foi o melhor modelo no que diz respeito a mobilidade e sensação de fixação interna, já que o HD fica bem preso internamente graça aos materiais que fazem o papel de encaixar internamente o HD.


Spire MiniPOD USB 3.0
Já o MiniPod da Spire também tem duas características importantes a seu favor, assim como o DragonEye também possui apenas um cabo USB, mas a seu favor é baseado na nova conexão USB 3.0, além de ser compatível também com USB 2.0. Dessa forma se torna uma solução muito atrativa para quem pressa precisa de mais velocidade, mesmo padrão que o case original da Toshiba.

Um ponto negativo é que o HD não fica muito fixo internamente, aparentando estar meio solto, situação semelhante a do Black Box. Conseguimos resolver esse problema utilizando as borrachas originais do case da Toshiba, que deixaram o HD extremamente fixo internamente, parecendo ser tudo uma única peça.


Mtek SuperSpeed USB 3.0
Recebemos o modelo SuperSpeed USB 3.0 da Mtek algumas semanas depois de publicar o artigo, mas como ele é basicamente o mesmo que o modelo DragonEye, com o fato de ser baseado em conexão USB 3.0, achamos muito interessante atualizar o artigo com os comentários e testes sobre ele. Assim como o DragonEye, ele é o que mais chama a atenção em relação a sensação de segurança, por deixar o HD bem preso internamente. Tem um belo acabamento e com certeza é o melhor modelo das opções testadas, porque traz todos os pontos possitivos do Dragoneye, com o fato de ser baseado em USB 3.0.

Como podem ver abaixo, necessita apenas de um cabo USB 3.0, exatamente igual ao modelo original da Toshiba e mesmo das maioria das marcas, como os da própria Western Digital. Abaixo algumas fotos.

A vantagem dos modelos da Mtek e Spire são gigantescas, porque ninguém merece ter que ficar conectando um HD com mais de um cabo, pior ainda quando falamos de modelos com “chaveador” de energia para ligar e desligar, ou pior ainda se tratando de modelos onde a alimentação é feita por cabo ligado a rede elétrica e não via USB.

Só pelo fato de ter apenas um cabo para a conexão, minha preferência é total para os modelos com essa característica, porque estamos falando de algo que precisa ter mobilidade em tudo, não apenas no tamanho, e isso inclui carregar cabos.

Instalação
A instalação de todos é bem simples, sendo que os modelos (Extream e Spire) possuem parafusos para a fixação, dessa forma acompanham uma pequena chave Philips, já os modelos da Mtek possuem outro diferencial, a forma de fixação é de encaixe, ao meu ver, muito melhor já que torna ele mais parecido com modelos originais, principalmente porque ambos possuem bom acabamento quando montados, melhores também no que diz respeito a forma como o HD fica fixo internamente, não dando a sensação de que o HD está solto dentro do case, sensação essa maior com o modelo Black Box. O modelo da Spire também peca um pouco nesse sentido, mas resolvi de uma forma interessante como destaquei acima, possivelmente teria funcionado também com o Black Box. Como o case original acompanha 4 presilhas de borracha, utilizei elas para deixar o HD mais fixo dentro do modelo da Spire, único USB 3.0, e que por isso tende a ser um dos mais atrativos. Parece que tais “borrachas” foram feitas para ele, porque assim como destaquei anteriormente, sugere uma peça toda sólida, já que não temos mais a sensação de algo ficar solto.

Benchmarks
Bom, agora vamos aos testes de desempenho, afinal de contas, todos tem características distintas quanto a conexão, então vamos saber até onde vai a mudança na prática, tanto em cópia de arquivos como em um teste específico com o HD Tune Pro, que mede a velocidade de acesso e leitura do HD.

Sandra 2011
Começamos pelo teste de mídia removível do Sandra, onde vemos nitidamente a grande diferença de performance em vantagem para o modelo da Spire e da Mtek USB 3.0, apesar de que longe de "10 vezes superior" que a propaganda garante no comparativo do USB 3.0 sobre USB 2.0.

Os modelos da Extream e Mtek USB 2.0 ficaram colados, mostrando que no caso não há diferença entre utilizar um cabo único para dados e alimentação de energia, ou utilizar dois cabos um para cada situação.

CONFIGURAÇÃO PARA O TESTE:

SiSoftware Sandra 2011

OBS.:

Storage Devices - Removable Storage: Device Score / IOPS Quanto maior, melhor

[ Artigo - Cases 2.5 - SiSoftware Sandra ]

Spire MiniPod - USB 3.0
1.606

Spire MiniPod - USB 3.0
1.606

Mtek SuperSpeed - USB 3.0
1.546

Mtek SuperSpeed - USB 3.0
1.546

Extream Black Box - USB 2.0
759,2

Extream Black Box - USB 2.0
759,2

Mtek DragonEye - USB 2.0
743,0

Mtek DragonEye - USB 2.0
743,0




HD Tune Pro
No teste do HD Tune Pro temos resultados semelhantes ao Sandra, com os modelos USB 3.0 se mostrando bastante superiores mas, novamente, longe de ser 10 vezes por conta da conexão USB 3.0.

CONFIGURAÇÃO PARA O TESTE:

HD Tune Pro

OBS.:

Read - MB/s Resultado do modo Average(médio) Quanto MAIOR, melhor

[ Artigo - Cases 2.5 - HD Tune Pro ]

Spire MiniPod - USB 3.0
81,3

Spire MiniPod - USB 3.0
81,3

Mtek SuperSpeed - USB 3.0
79,2

Mtek SuperSpeed - USB 3.0
79,2

Extream Black Box - USB 2.0
33,4

Extream Black Box - USB 2.0
33,4

Mtek DragonEye - USB 2.0
32,9

Mtek DragonEye - USB 2.0
32,9




Cópia de Arquivo
No teste de cópia de arquivo temos resultados diferentes dos demais testes, tirando os modelos USB 3.0 que ficaram novamente bastante a frente, levando menos da metade do tempo do Black Box, segundo colocado. Neste teste existe uma diferença razoável entre o modelo da Extream e da Mtek USB 2.0.

Mesmo ambos serem baseados em USB 2.0, o modelo da Extream foi consideravelmente superior, levando quase 1 minuto a menos para copiar o arquivo de 10.4GB.

Em todos os casos, o arquivo foi copiado do HD Externo para o HD do sistema.

CONFIGURAÇÃO PARA O TESTE:

Cópia de Arquivo

OBS.:

Resultado (score) em segundos Teste copiando um arquivo de 10.4GB entre partições NTFS Quanto MENOR, melhor

[ Artigo - Cases 2.5 - Cpia de Arquivo ]

Mtek SuperSpeed - USB 3.0
2,05

Mtek SuperSpeed - USB 3.0
2,05

Spire MiniPod - USB 3.0
2,08

Spire MiniPod - USB 3.0
2,08

Extream Black Box - USB 2.0
4,37

Extream Black Box - USB 2.0
4,37

Mtek DragonEye - USB 2.0
5,25

Mtek DragonEye - USB 2.0
5,25




Conclusão
A idéia desse artigo tem dois sentidos. Primeiro ajudar as pessoas que possuem um HD Externo e estão com algum tipo de problema com o CASE, mostrando que existe uma grande variedade de modelos no mercado, passando por modelos mais antigos com alimentação de energia via rede elétrica, outros modelos com dois cabos USB, e os mais recentes "imitando" os melhores cases originais, onde temos apenas um cabo USB, responsável tanto pela transferência de dados como pela alimentação do HD.

Vimos também que apesar de ter uma boa diferença de velocidade entre um modelo USB 3.0 e USB 2.0, ainda está longe do ganho de performance 10 vezes superior, prometida pela tecnologia. Mesmo assim, dependendo o caso o tempo ganho pode ser bastante precioso.

O segundo motivo do artigo trata-se de produtos comprados nos Estados Unidos. Todos que já viajaram ao país sabem da grande vantagem de preço que é comprar algo lá na comparação com nosso país, mas infelizmente podemos passar por alguns contratempos, como esse relatado por mim. Em alguns casos, e dependendo do produto, você poderá conseguir suporte aqui, mesmo tendo feito a compra lá fora. Já em outros, ou a empresa não da suporte por ser comprado lá, ou como no caso da Toshiba, nem tem suporte ao produto aqui no país, provavelmente porque não trabalha com ele aqui, o que tem sentido e apesar da "revolta" dependendo o caso, era algo que eu deveria ter me informado antes de optar por esse produto da marca.

Em alguns casos, pode ser encontrado a venda HDs de 2.5 por valores mais acessíveis que o de HDs externos com a mesma capacidade. Dependendo da diferença de preço, a compra do conjunto HD 2.5 + CASE pode ser mais interessante que a compra dos kits "fechados" de HDs externos. Com custos que giram em torno de 50-60 reais, as gavetas para HD trazem a vantagem de que pode ser substituído o HD 2.5 inserido de forma mais prática, caso ele estrague ou a pessoa queira fazer um upgrade. Vale destacar que também é possível fazer isso com cases originais, apesar da possibilidade maior de se estragar alguns modelos na tentativa de abrir o case, como aconteceu com o modelo da Toshiba.

Vale destacar uma coisa. Em todos os modelos de cases utilizados nesse artigo, o tamanho máximo suportado era de 640GB, sendo que em dois modelos o máximo seria 500GB, mas todos aceitaram o HD de 750GB sem nenhum problema.

Espero que o artigo ajude a esclarecer dúvidas de alguns leitores, resgatando um HD externo que até então parecida não ter mais vida. Quem estiver interessado em adquirir um case 2.5, pode conferir o site da Oficina dos Bits, que dispõe de algumas opções.


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