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Um noob no torneio de Taikodom [+mini review]

Um noob no torneio de Taikodom [+mini review]

11/11/2010 18:04 | | @kerberdiego | Reportar erro





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O Taikodom é conhecido como o principal MMO produzido no Brasil. Durante a SBGames, um torneio do jogo "Taikodom: Living Universe" abriu espaço para que, além das disputas entre os jogadores mais experientes, pessoas que nunca tiveram contato com o jogo pudessem testá-lo em uma das 50 máquinas instaladas no evento. No estande da Hoplon, o jogo também estava disponível para testes com a tecnologia 3D Vision Surround, da Nvidia.


O campeonato aconteceu de 8 a 10 de novembro, simultaneamente ao SBGames, em Florianópolis. Foi organizado em um conjunto de baterias de 40 minutos de duração, a cada hora. Foram, no total, 23 baterias, e os quatro primeiros colocados de cada avançaram para a semi-final. Os classificados se enfrentaram, para selecionar os finalistas na última bateria. Cada um dos três primeiros colocados da grande final foi premiado com uma placa GeForce GTS 450.

   

Aproveitamos para, além de cobrir o evento, dar uma jogada no game, que eu nunca havia testado. Vamos então para a micro-análise do game, e o desempenho nas baterias. Ou o melhor que foi possível fazer...


Taiokodom - 1ª bateria

"Taikodom: Living Universe" é um jogo Massive Multiplayer Online (MMO), gratuito para jogar e disponível para download. É tematizado em batalhas espaciais num hipotético século 23, e promete ter uma história inovadora, com a evolução do enredo de acordo com o que os jogadores realizam no jogo. Como criei um novo personagem, o sistema me encaminhou para o tutorial. O gameplay é fluído, e não é complicado controlar a nave, graças a comandos que lembram muito jogos do gênero FPS: com o conjunto de teclas "A", "W", "S" e "D" você desloca a nave, e com o mouse é dada a direção e a mira de sua espaçonave.

 

Do ponto de vista dos gráficos, o jogo tem boas artes, com bom acabamento. Não foi possível analisar a trilha sonora, pois o ambiente disco/lan house era barulhento, com várias trilhas rolando e alguns canhões de luz para desorientar um pouco mais.

A bateria já estava prestes a começar, e eu ainda estava preso ao tutorial. O noob teve que então pedir a primeira ajuda, e fui prontamente atendido pela equipe que organiza o evento. O conjunto de teclas "ctrl" + "shift" + "4" fecha o tutorial e possibilita que você vá direto para a jogatina. Mesmo para alguém com experiência em games, essa combinação não é tão intuitiva assim... Em geral os controles não são complicados, mas o jogo ficou devendo uma lista acessível durante o jogo com os comandos básicos, com um botão dedicado para exibi-la, como o "F1".

Gastei meus 40 minutos sem fazer muita coisa útil. Apesar da facilidade de controlar a nave e se deslocar, não encontrei botões para exibir o mapa, e acabei vagando pelo espaço sem efetivamente fazer nada. Terminei a primeira bateria com 500 pontos. Os mesmos que comecei.

2a bateria
A segunda bateria foi mais disputada, com placares mais altos. Muitos jogadores terminaram a bateria anterior com 500 pontos, ou seja, assim como eu estavam conhecendo o jogo. O botão "V", quando mantido apertado, abre o menu que faltava para eu efetivamente fazer algo no jogo: mostra onde estão as estações, outras naves e as "pontes" entre as diversas regiões espaciais. As regiões são divididas entre as seguras, onde você não corre risco de ser atacado, vigiadas e as "de perigo". Nas mais perigosas, vale tudo: você pode trucidar desde piratas espaciais até outros jogadores e roubar seus recursos.

Os recursos são o ponto central do jogo e determinam as pontuações. Os taéis (T$) são a moeda do jogo, e quem possui a maior quantidade do recurso ao final da bateria é o vencedor. Existem três formas de conseguir taéis: minerando asteroides, realizando missões ou o cruel saque de outros jogadores. Entrei em uma estação e aceitei a missão de abater um cruzador pirata.

No combate, os controles fluídos tornam o jogo interessante, e após abater o cruzador, juntei meus primeiros recursos (T$ 300). Porém, a interação com outros elementos do espaço é um ponto fraco da jogabilidade. Para entrar em uma estação, por exemplo, é preciso abrir a lista de objetos da região, selecionar a estação, e então apertar "E", o botão para interagir. Não bastou estar próximo da estação para realizar a ação, como acontece em vários FPS.


Minha primeira missão bem sucedida me garantiu a segunda posição temporária no ranking. Repeti a fórmula e aceitei uma missão de capturar uma estrutura perdida no meio do espaço. Como ainda não havia aprendido como interagir com os objetos, não consegui pegar o radar perdido, e fui atacado por piratas espaciais. Minha segunda bateria terminou com uma queda vertiginosa de minha posição nos últimos minutos. Os jogadores que optaram por minerar recursos, venderam-os próximo do final da bateria, e me empurraram para o fim da lista, pouco acima dos jogadores com 500 pontos.

De quebra, no meio da bateria, uma das atendentes me perguntou, sem eu ter pedido assistência: "você precisa de ajuda?". Dava pra ver de longe que eu não dominei o jogo ainda...

3a bateria e a Final
3ª bateria

Comecei a última bateria que participei pronto para buscar um resultado "apresentável". Como a duração dos jogos era rápida, e as partidas eram fechadas ao jogo em rede local, não foi possível ver os efeitos nas estruturas do espaço de acordo com as ações dos jogadores. No modo online, hordas de piratas podem ser expulsas de uma região e reaparecer em outra, estações espaciais podem ser tomadas ou defendidas, e vários outros mecanismos prometem muita dinamicidade para o game. Com uma história trabalhada, o jogo já rendeu até HQs tematizadas no mundo de Taikodom. Inclusive, o Adrenaline já entrevistou diversos profissionais que produziram narrativas baseadas no game.



Nas baterias, a realidade foi outra: todos estavam focados em juntar recursos e ninguém estava preocupado em realizar ações em nome dos grandes grupos que compõem a galáxia. Fechei a bateria com 1400 pontos, não muito longe do último a se classificar para a semi-final, com 1600.


Final

Nas semi-finais e finais, no último dia de evento, o quadro foi outro. Com a presença de pessoas classificadas ao longo das partidas anteriores, as últimas baterias foram com as disputas mais acirradas e placares com mais dígitos. Os três vencedores alcançaram placares superiores a 20 mil taéis, com Aggelus (T$ 20.730), Nuclear (T$ 22.960) e, com uma boa vantagem, DarkSide (T$ 30.993).

Naturalmente, alguém sem experiência não consegue chegar e já disputar 100% contra outros jogadores mais antigos, porém a curva de aprendizado ao longo das três baterias foi boa, com o jogo pecando em um ou outro comando pouco intuitivo. Creio que fazer todo o modo tutorial sanaria muito dos problemas que encontrei para compreender o game.

O modo online promete mais elementos, sendo mais complexo que as partidas disputadas ao longo das baterias do torneio. Segundo Tarqüínio Teles, CEO da Hoplom, Taikodom segue em desenvolvimento e se tornando mais completo, para chegar a um ideal da construção de um game imersivo com simulação de elementos econômicos, militares e estratégicos de forma muito mais complexa. Vejamos como será o futuro da franquia, nesse difícil desafio de unir um gameplay abrangente, mas ao mesmo tempo ser um jogo "acessível", elemento importante para um MMO se tornar realmente massivo.


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